quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Jamais serei o mesmo...
Fruto das lembranças, das memórias, dos sorrisos. Dos detalhes que ficaram marcados. Cada segundo que foi analisado. Um cabelo, uma mordida, um beijo.
Acabou. Me obrigo a acreditar que tudo se foi, me forço a pensar que não há mais volta.
Mas mesmo depois das decisões tomadas, independentemente de sua certeza ou não, há algo que fica. Algo que não vai desaparecer.
Em um dia nublado, com uma música lenta, como ondas, as memórias flutuam novamente, e trazem na bagagem sentimentos que foram obrigados a se retirar. Eles aparecem simples, tímidos. Mas vão ocupando um espaço cada vez maior, as lembranças de outrora, tudo que foi feito, idealizado.
E passou.
O que fica, na verdade?
Tudo muda, a cada momento. A raiva de hoje, é a calmaria do após. Outros sorrisos virão, outros sentimentos virão, outros momentos com certeza chegarão.
Serão suficientes?
Será que vão demorar?
Como a dúvida pode ser tão cruel, e o mesmo pode ser dito somente da certeza de que o tempo não volta atrás.
Arrependimentos existem.
Outros caminhos poderiam ter sido trilhados.
O "Se" anda em minha sombra, colado em minh'alma. Ele pergunta, insiste, quer saber como seria.
Ah, que bom seria.
Um coração, um caminho, uma só dor.
Uma vida.
Tudo se meche aqui dentro, se remói, se castiga, se revive. Não dá pra simplesmente ignorar. Por mais que eu me esforce, por mais que eu queria, por mais que eu brigue comigo, há um resquício, uma farpa invisível aos olhos embaixo da unha, mas que está ali e não cansa de incomodar.
Será você minha pinça?
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Não era pra ser assim.
O que pesou, o que prendeu. As nossas decisões, todas são baseadas em momentos, em situações, na vontade de seguir, na ansiedade perante o avanço, no medo do abismo.
A maioria dos meus passos é calculada. Pretendo ver se não vou cair. Mas as vezes as coisas acontecem assim. A gente opta pela parte difícil. Fazemos escolhas que nem sempre são somente sobre nós mesmos.
E quando temos que decidir por outra pessoa, é que a vida complica. Não sabemos como prosseguir, o que devemos fazer, se o que pensamos que vai acontecer é o que realmente esperamos.
Nós percebemos que quanto mais tempo pensamos, mais tempo analisamos fatos e propósitos que acabam se desviando. Mas quando algo vem se arrastando de um tempo pra cá, isso se torna irrevogável. A semente já estava plantada, e por mais que quisesse ser podada, ela não conseguiu. Ela cresceu, e ignorou todas as barreiras de proteção.
Ela foi minha proteção.
Eu não queria te machucar mais.
Eu não queria me machucar mais.
O que tivemos está marcado. Foi bom enquanto durou. Mas quando as nossas lembranças são nubladas pelas brigas, a todo momento, na falha de comunicação, na dificuldade de entender o outro, não tem outra escolha.
Não tive outra escolha, a não ser te abandonar.
Eu tentei crescer, tentei te mostrar o quanto eu estava tentando.
Mas não fez diferença.
Nada fazia.
Sigo em frente, arrastado, um passo curto de cada vez. Não queria te machucar, mas espero que esta seja a última. A felicidade nos aguarda na próxima esquina, talvez.
Fica bem.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
O Menestrel
Não tem a mesma emoção de se ver representado, mas ainda assim é sensacional. Também né, Shakespeare. Boa leitura.
“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.”
(William Shakespeare)
Vi e roubei da Integrity Love Unit.quarta-feira, 11 de maio de 2011
Devaneios Inerentes a Nada Nº ---
Os passos ecoavam apressadamente, por algum lugar que imaginava ser de minha mente completamente descontrolada. Meus olhos corriam a escuridão, na esperança de identificar a fonte de todas essas emoções.
Mas nada. A confusão havia se instalado de uma forma natural e displicente, como se vivesse comigo a muito tempo.
Muito barulho. Meus ouvidos estão zunindo, minha garganta travada, uma respiração ofegante e nada de auto-controle.
Eu penso em grunhidos. Não consigo distinguir nada. Quem sou. O que está havendo.
Quanto mais eu penso, mais dúvidas vem a minha mente, e cada dúvida acende a chama de uma dor. As dores vem em ondas, por várias partes do que eu acho que restou do meu corpo. Pensar é uma atividade torturante.
Percebo que lentamente vou recuperando os sentidos, e com todos eles voltando, tudo o que estou perdendo também volta. A dor parece nunca ter ido, na verdade. Meu estômago expulsa algo que acredito ser sangue.
O gosto de metal na minha boca é a sensação mais real que possuo no momento.
Finalmente percebo que estou deitado.
Ainda sinto minhas pernas, meus braços, minha cabeça.
O barulho agora se tornou algo repetitivo. Um som retumbante, lá no fundo da minha mente.
Quando finalmente abro os olhos, mais dor. A luz entra através de agulhas pelos meus olhos. Eles estão embaçados em vermelho. Os sons, outrora batidos e rítmicos, vão tomando forma.
Sirenes.
A dor se afasta um pouco, dando lugar ao calor. Um calor bom. Envolve todo meu corpo. Meu peito se mantém gelado. sinto algo refrescar minhas costas. Uma goteira, talvez.
As luzes agora dançam. Meus olhos vêem vultos, sombras, uma luz dançante e irriquieta.
O barulho agora é insuportável. A cada nota meu corpo recobra uma sensação de emergência intesa, que vai crescendo com o tempo.
Minha memória começa a dar sinais.
Vejo meus punhos enfurecidos, vejo minha arma dançando no ar a minha frente, vejo sangue, vejo cortes.
Cada palavra de ódio, cada sorriso de desdém, cada pedido de clemência, cada por favor. Tudo retorna como um dilúvio mental.
Eu matei todos eles, e não devia estar vivo. Sinto que estou vazando em algumas partes do corpo, e o sangue sai a uma velocidade que consigo sentir. Se eu ainda estou vivo, não vai ser por muito tempo.
Agora a dor vem em ondas, cada vez menores. Facas retiradas uma a uma do meu cérebro. Meus olhos já estão focados na terra batida, e as luzes intermitêntes ao fundo. Um vermelho irritante.
"Que merda."
São as minhas primeiras palavras, e elas saem juntamente com um galão de sangue acumulado na minha traquéia. Percebo que ainda possuo controle do meu corpo. Mas um corpo que outrora foi meu, pois este pesa mais do que um planeta. Após me sentir como Atlas, fico de joelhos. Um pote quebrado. Eu poderia ser o Hellboy agora.
O barulho é ensurdecedor. Fecho os olhos. Tento me lembrar do que aconteceu.
Mas existem coisas que simplesmente deveriam ser esquecidas, simplesmente porque é mais fácil esquecer.
quinta-feira, 3 de março de 2011
O que significa o tempo?
As vezes eu me volto a perguntar, aonde foi que eu me perdi? mas como saber a resposta de uma pergunta que nunca foi respondida...
Eu simplesmente estou perdido e não tenho como me encontrar...
E tá ótimo assim 8D
Vamo f**** com tudo 8D
1 ano.
Mais ou menos isso de história da minha vida que passou... e nada disso foi retratado de qualquer forma aqui... tantas coisas, tantos sentimentos, agora apenas acessíveis ao mar da minha memória...
Muita coisa aconteceu, alguma coisa mudou, mas no geral, querendo ou não, de uma forma de outra, por mais que digam o contrário, anda tudo quase a mesma coisa...
Promessas quebradas a mim mesmo, desafios aceitos, ódio espalhado, preguiça acumulada...
Arba forever Arba
Tantas pessoas apareceram o.o Tantas conversas, tantos rumos diferentes!
Não sei pq resolvi voltar a postar... eu sei que escrever é uma coisa que me faz bem, mas eu preciso criar este hábito. A aleatoriedade da preguiça me impede xD
Mas vamos nós outra vez! Começar e talvez terminar! Algo que eu empurrei pra minha vida, mas logo logo pretendo abandonar. *risos*
Enfim. É bom estar com vocês novamente, palavras.
Agora, pra finalizar este post de reentrada, vou rever ali meus rascunhos... quem sabe termino algum conto armazenado? xD
E comecei uma maratona de evangelion essa semana... vi os filmes novos, agora to vendo o mangá e fazendo as comparações... com certeza postarei minahs revoltas uahsuahsuasu
Abraços PPL!
E até mais ;D
sábado, 7 de novembro de 2009
Eram todas as vezes...
Longe, muito longe daqui, em uma terra aonde os sonhos ainda eram levados a sério, existia um Cavaleiro.
Honrado, humilde, bravo, forte e destemido. Este Cavaleiro fazia sua vida seu escudo, defendia o que achava certo. Sua vida era tão preciosa quanto a que protegia.
Este Cavaleiro possuía um tesouro inestimável. Guardava junto de si para protegê-lo.
Por onde passava, lendas sondavam seu precioso tesouro, e em cada lugar que passava, as pessoas fantasiavam e sonhavam em possuí-lo.
Mas o Cavaleiro era muito respeitado, pois este protegia quem mais precisava. Um Cavaleiro apaixonado, lutava pelo amor e liberdade. De fato, incrível.
Mas seu segredo era mais incrível que seu escudo. Ele tinha essa aparência mitificada, mas por trás da máscara, ele tinha medo. Medo de não conseguir. Medo de estar mentindo. Medo de machucar. Seu âmago era proteger, mas ele mesmo não conseguia protegê-lo.
Certo dia, quando este Cavaleiro ajudava uma vila próxima ao mar, soube por alguns camponeses que uma princesa de um feudo próximo havia sido sequestrada em troca de seu tesouro. Eles estavam usando a boa fé e o coração do cavaleiro contra ele.
Seguindo seu código de honra, fora de imediato ao resgate da princesa. Essa sempre fora sua natureza.
Aonde devia estar um castelo, havia uma pequena cabana. Sua dúvida não lhe abalou. Brandava seu escudo e a espada suavemente. Passo a passo, se aproximou. O vento o desafiava em cada sopro. O Sol havia se retirado para as nuvens, com medo de presenciar o pior. Os animais e insetos não faziam mais barulho. Um bater de asas alertou o cavaleiro; uma coruja, sob a cabana, chamou sua atenção com seus grandes olhos amarelos. Ele sabia o que eles significavam, já havia sonhado com eles antes.
Lentamente, se aproximou da cabana, com a cautela de sua vida. Ouviu então, gemidos fracos e sofridos, do que parecia ser uma humana.
Se apressou e abriu a porta da cabana.
Dentro, pode observar uma cadeira quebrada, o assoalho destruído pelo tempo, um pequeno baú prateado sob um banquinho de madeira. Restos de tochas e cinzas no chão, junto com uma poça de sangue. Percebera então, algemada na parede de madeira, uma jovem, com um lindo vestido, presa a grilhões pelos braços. Parecia estar consciente, pelos gemidos.
Rapidamente começou a retirar os grilhões da pobre moça.
-"Não se preocupe minha dama. Te levarei em segurança ao seu pai. Está tudo bem agora."
Semanas antes, antes mesmo do Cavaleiro chegar a vila, em um feudo próximo se espalharam as lendas sobre o seu tesouro. Elas ficavam cada vez mais fantasiosas e mágicas, como se o tesouro do Cavaleiro pudesse deixar quem o tocasse incrívelmente rico e poderoso. O dono do feudo, por conhecer bem o Cavaleiro do passado, pediu que cessassem estes boatos infundados imediatamente.
Mas alguém no feudo havia ficado incrívelmente tentado a possuir este tesouro. Sonhava hà muito com esse tipo de poder, essa liberdade de sentir o poder ilimitado.
Enquanto o Cavaleiro terminava de cerrar os grilhões, sentiu então algo ardendo muito próximo a seu pescoço. A dor era insuportável, maligna e possessiva, estava corroendo o corpo do cavaleiro. Se virou para alcançar a sua espada e contra atacar o que lhe afligia, queria salvar a Dama sobre sua vida.
Nada. Ninguém. Não existia nada que lhe pudesse fazer mal atrás dele.
Súbitamente, em suas costas, sentiu sua armadura lhe falhar. Uma adaga penetrou sua escápula como manteiga. Agora ele sabia quem estava a lhe atacar.
- "Seu tesouro é meu."
Foram as útlimas palavras que ouviu do mundo dos vivos, da própria dama que jurou proteger com a vida.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Para ti, Lua
Nada me faz temer...
Tenho os olhos voltados a minha completa satisfação, no alto deste céu marcado...
Meus braços fracos e pesados, as pernas cansadas e frágeis, suportando uma mente em incógita...
Devaneios que entram e saem, borboletas de rara beleza, guiam meu olhar e me preenchem com a felicidade ilusória...
Minha noiva és tu, Lua!
Minha vida pertence a ti, leva-a!
Pouco ainda mantém meus pés firmes e passos largos nessa terra que eu também amo...
A mente me aplica truques e se acostuma a dores que eu não tenho mais que suportar.
Meu coração é um ser por si, me ignora e parte para a guerra com tudo que eu não posso mais oferecer.
Meus ossos são a moldura do que um dia fui, pertencem mais as profundezas do que a mim.
Meus olhos, que agora te refletem, esperam apenas o momento apropriado para se fecharem para sempre...
Por que sim, Eu te amo Lua.
Eu te amo para sempre.