sábado, 9 de maio de 2015

Egocentrismo

Você vê que minha dor é real,
observa meu mundo se dissolver,
e faz de conta que nenhum de nós está vendo tudo desmoronar.
E enquanto me transformo em areia,
Você me agarra pela mão,
E declara,

"O amor prevalece sobre tudo"


Let them all fall down

all labels

all masks

all humans

all inhumans

let them die

let them suffer

let pain ache

let death flow

shall my heart stays heavy

maybe I'll shed some tears

maybe

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tempo demais!!

Tempo demais passou. E novamente, um infinito foi perdido.

Lentamente, meus passos me guiam até aqui.

Bastante devagar, vou relembrando da sensação dos dedos sobre as teclas, dos sentimentos que repassam ao toque.

Eu estou voltando. Mas esse dia ainda não é hoje.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Vocês irão ouvir o som do meu despertar.


'Esta é uma história de ficção; qualquer semelhança com acontecimentos reais é mera coincidência. Se você se sente ofendido mentalmente por histórias que provoquem repulsa psicológica ou trabalhem com religião ou crenças quaisquer de maneira grosseira, peço que não leia esta história.'

Capítulo 1

-tec, tec... tec...

  Observo a tela por alguns segundos, me forço a procurar algo que prenda meu interesse, algo que consiga querer realmente assistir. Mas não há nada. Novamente o som do controle remoto flutua o ambiente. Não há nada que me atraia na TV. Alguns capítulos de séries repetidos, filmes desgastados, canal rural e peitos censurados. Eu até penso se vale a pena ver alguma pornografia, mas... não estou no clima para histórias de pizza e nem atuações de plástico. Hoje estou exigente.

  Então algo clica minha mente. Em algum canal de documentários, estão mostrando relatos sobrenaturais. Espíritos, fantasmas, demônios. Odeio essas coisas. Me deixam nervoso, ansioso por alguma razão. Eu não mudo de canal.

-..."a história é baseada em fatos reais, até hoje, sem explicação científica."


  E aí está. Sempre existem relatos, mas nunca provas. E é isso que me deixa nervoso. Eu até quero acreditar, mas não consigo. Parece que tem alguém atrás desta porta na minha mente, e ela não vai conseguir abrir de forma alguma.

  Me coloco pensando no pós-vida. Deve ser uma parada realmente chata, se dá vontade de sair de onde quer que seja, provávelmente outra dimensão, chegar nesse planeta bastante mais ou menos, denovo, e ficar dando sustinhos, mechendo objetos, falando obcenidades, dentre outros, para os transeuntes. Tirando-os da cama, fazendo eles chamarem outras pessoas que também não tem nada para fazer, principalmente de canais de TV paga que não tem tanta audiência assim, para depois não ter como provar o que aconteceu, ou como, ou porquê.

  Pensando bem, deve valer a pena, de alguma forma. Acredito que os humanos são a piada pronta da galáxia e do multiverso, graças ao Douglas Adams.

E então ocorre o teatro. A dramatização televisiva dos 'relatos do além'. Eu quase mudo pro pornô, em busca de alguma emoção humana genuína. Acho que o problema é a distância da minha realidade. Não dá para acreditar que isto aconteceu com aquela pessoa. Simplesmente não dá. Por que ela? O que ela fez? Por quê não eu? Como eu lidaria com essa situação?

  Blá. Meus amigos me contam histórias. Algumas assustadoras. Mas são meus amigos, logo, estou predisposto a não acreditar neles.

  Eu já me questionei sériamente o que eu faria nas mais adversas, mortais, tristes e complexas situações. Na maioria, termino sempre herói, famoso, incrível. Não consigo confiar nem na minha mente para este tipo de coisa.

  E os meus esforços para esse raciocínio só demonstram uma vontade enorme de fugir da realidade, explodir essas correntes do mundano e me tornar um conhecedor do além, do incerto, do único, do proibido.

  Algo de extraordinário aconteceria, eu finalmente abriria a porta da minha mente... Automáticamente tudo que é fantastico, mitológico, tudo que eu já cogitei a existência secreta... O irreal seria verdade, de repente. De um segundo para o próximo, eu teria a certeza de que vampiros, goblins e sahagins convivem conosco e... está na hora de dormir. Eu realmente me empolguei demais.

  Lentamente, bocejando, vou chegando ao meu quarto. As imagens vão se formando na minha mente, como se eu não fosse dormir, e sim escrever uma história. Uma sacudidela no cérebro, me convenço a finalmente me deitar. O corpo se demonstra cansado, para o desespero da mente, que parece ter medo de se desligar. Olhos fixos no teto. Silêncio. As pálpebras fica lentas. Mais um bocejo. Um arrepio. E quando eu abro os olhos, vejo algo que não devia estar lá. O sangue congela no peito, o grito morre na garganta, os olhos não conseguem mais piscar.


"Que tal realizarmos seus desejos?"

  Aquele sorriso, aqueles olhos frios. Em menos de 10 segundos eu sabia que, pro resto da vida, eu jamais iria esquecer.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Kingdom Hearts

Variância!

Eu, dps de todos esses anos, comecei a jogar Kingdom Hearts no PC. Desde o seu lançamento, o jogo tem algo que me deixa fascinado, que é esta fusão de mundos, no caso Disney/Final Fantasy. No começo, antes de conhecer o jogo, eu acreditava que era simplesmente uma fusão, com um motivo maisomenos, pra fazer você subir de níveis, ver uma propagandinha da Disney/Square e GG.

Poucas vezes na vida eu fiquei tão feliz de estar errado. Ainda não zerei, e agora até bateu um frio na barriga de escrever isso sem fazê-lo, mas é o que eu vi até agora.

Eu vi personagens perdidos em mundos onde tudo está desaparecendo e eles não sabem o que fazer. Eu vi quem pode salvá-los, e o mesmo não quer a responsabilidade, por que o coração fala mais alto. Eu vi as mentiras destruírem o amor.

Uma parte em particular me impressionou hoje. Quando você chega na "100 acre wood", terra do nosso querido e não tão querido assim Ursinho Pooh, você vê o mesmo, sentado em um tronco, batendo as patas na cabeça e dizendo "Pense, pense, pense." O Sora, personagem principal, se aproxima e pergunta o que ele está fazendo, e o mesmo responde: "Estou tentando descobrir uma maneira de dar adeus a mim mesmo."

Eu provavelmente estou exagerando, mas eu senti uma tristeza na voz dele, na forma como ele descreve o que aconteceu, ele simplesmente acredita que todos foram embora, o abandonaram. E agora ele quer fazer o mesmo, mas tem uma dúvida. "Como dar adeus para si mesmo?"

Eu pensei em suicídio. Sério, como, em um jogo, relativamente infantil, você pensa em suicídio? .-.

Sério.

Agora, os vilões da Disney são algo a parte. Eles fazem parte do plano maior, eles continuam maus. Mas o problema está exatamente nessa maldade. O que eles querem? Poder? Controle? Dominar o mundo? Não. Eles querem, a aniquilação. O fim. O nada.

Será que eu estou exagerando denovo, ou isso é só um pouco pior do que querer apenas superar o herói? Eu devo estar forçando a barra realmente, mas fazer o quê. É o que eu sinto com essa merda de jogo .-.

E tô curtindo demais.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Menestrel

AAAAAAAAnos luz atrás, eu vi um vídeo de um cara, vestido de menestrel, óbviamente, representeou esse texto para alguns parlamentares. A emoção que o cara conseguiu transmitir com o texto foi sensacional, tanto que nunca esqueci. Hoje, navegando nas interwebs, achei o texto novamente...

Não tem a mesma emoção de se ver representado, mas ainda assim é sensacional. Também né, Shakespeare. Boa leitura.

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

(William Shakespeare)

Vi e roubei da Integrity Love Unit.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Devaneios Inerentes a Nada Nº ---

Frio. Desespero. Medo.

Os passos ecoavam apressadamente, por algum lugar que imaginava ser de minha mente completamente descontrolada. Meus olhos corriam a escuridão, na esperança de identificar a fonte de todas essas emoções.

Mas nada. A confusão havia se instalado de uma forma natural e displicente, como se vivesse comigo a muito tempo.

Muito barulho. Meus ouvidos estão zunindo, minha garganta travada, uma respiração ofegante e nada de auto-controle.

Eu penso em grunhidos. Não consigo distinguir nada. Quem sou. O que está havendo.

Quanto mais eu penso, mais dúvidas vem a minha mente, e cada dúvida acende a chama de uma dor. As dores vem em ondas, por várias partes do que eu acho que restou do meu corpo. Pensar é uma atividade torturante.

Percebo que lentamente vou recuperando os sentidos, e com todos eles voltando, tudo o que estou perdendo também volta. A dor parece nunca ter ido, na verdade. Meu estômago expulsa algo que acredito ser sangue.

O gosto de metal na minha boca é a sensação mais real que possuo no momento.

Finalmente percebo que estou deitado.

Ainda sinto minhas pernas, meus braços, minha cabeça.

O barulho agora se tornou algo repetitivo. Um som retumbante, lá no fundo da minha mente.

Quando finalmente abro os olhos, mais dor. A luz entra através de agulhas pelos meus olhos. Eles estão embaçados em vermelho. Os sons, outrora batidos e rítmicos, vão tomando forma.

Sirenes.

A dor se afasta um pouco, dando lugar ao calor. Um calor bom. Envolve todo meu corpo. Meu peito se mantém gelado. sinto algo refrescar minhas costas. Uma goteira, talvez.

As luzes agora dançam. Meus olhos vêem vultos, sombras, uma luz dançante e irriquieta.

O barulho agora é insuportável. A cada nota meu corpo recobra uma sensação de emergência intesa, que vai crescendo com o tempo.

Minha memória começa a dar sinais.

Vejo meus punhos enfurecidos, vejo minha arma dançando no ar a minha frente, vejo sangue, vejo cortes.

Cada palavra de ódio, cada sorriso de desdém, cada pedido de clemência, cada por favor. Tudo retorna como um dilúvio mental.

Eu matei todos eles, e não devia estar vivo. Sinto que estou vazando em algumas partes do corpo, e o sangue sai a uma velocidade que consigo sentir. Se eu ainda estou vivo, não vai ser por muito tempo.

Agora a dor vem em ondas, cada vez menores. Facas retiradas uma a uma do meu cérebro. Meus olhos já estão focados na terra batida, e as luzes intermitêntes ao fundo. Um vermelho irritante.

"Que merda."

São as minhas primeiras palavras, e elas saem juntamente com um galão de sangue acumulado na minha traquéia. Percebo que ainda possuo controle do meu corpo. Mas um corpo que outrora foi meu, pois este pesa mais do que um planeta. Após me sentir como Atlas, fico de joelhos. Um pote quebrado. Eu poderia ser o Hellboy agora.

O barulho é ensurdecedor. Fecho os olhos. Tento me lembrar do que aconteceu.


Mas existem coisas que simplesmente deveriam ser esquecidas, simplesmente porque é mais fácil esquecer.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O que significa o tempo?

Tanto tempo sem vir aqui... tanto tempo sem escrever nada, tanto tempo sem pensar em nada o.o

As vezes eu me volto a perguntar, aonde foi que eu me perdi? mas como saber a resposta de uma pergunta que nunca foi respondida...

Eu simplesmente estou perdido e não tenho como me encontrar...

E tá ótimo assim 8D

Vamo f**** com tudo 8D

1 ano.

Mais ou menos isso de história da minha vida que passou... e nada disso foi retratado de qualquer forma aqui... tantas coisas, tantos sentimentos, agora apenas acessíveis ao mar da minha memória...

Muita coisa aconteceu, alguma coisa mudou, mas no geral, querendo ou não, de uma forma de outra, por mais que digam o contrário, anda tudo quase a mesma coisa...

Promessas quebradas a mim mesmo, desafios aceitos, ódio espalhado, preguiça acumulada...

Arba forever Arba

Tantas pessoas apareceram o.o Tantas conversas, tantos rumos diferentes!

Não sei pq resolvi voltar a postar... eu sei que escrever é uma coisa que me faz bem, mas eu preciso criar este hábito. A aleatoriedade da preguiça me impede xD

Mas vamos nós outra vez! Começar e talvez terminar! Algo que eu empurrei pra minha vida, mas logo logo pretendo abandonar. *risos*

Enfim. É bom estar com vocês novamente, palavras.

Agora, pra finalizar este post de reentrada, vou rever ali meus rascunhos... quem sabe termino algum conto armazenado? xD

E comecei uma maratona de evangelion essa semana... vi os filmes novos, agora to vendo o mangá e fazendo as comparações... com certeza postarei minahs revoltas uahsuahsuasu


Abraços PPL!

E até mais ;D